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O advogado Leandro Capozzielli, de 33 anos, é um desses empreendedores que quiseram companhia. Durante seis anos, ele tocou sozinho a Orange, empresa paulista que faturou 50 milhões de reais em 2009 criando campanhas de incentivo para equipes de vendas de grandes empresas, como Pão de Açúcar e Bradesco. "Em dois anos, o número de clientes passou de 30 para 200", diz Capozzielli. "Eu estava cansado de cuidar de tudo, sem ter com quem dividir deveres e conquiistas." Em 2008, ele fez uma proposta ao publicitário Marcelo Miragaia, de 45 anos, responsável pelas finanças e pelo departamento de RH - que suas bonificações fossem convertidas em ações, tornando-o sócio da empresa. "Aceitei imediatamente", diz Miragaia.

Em seguida, eles passaram a se preocupar em construir um conselho de administração. As reuniões já começaram, com a participação mensal de um consultor externo epecializado em finanças. "Até o final do ano vamos incluir um executivo experiente que tenha passado por uma grande empresa", diz Capozzielli. Umas proposta nascida nas discussões do conselho está para ser colocada em prática. Entre os prêmios que a Orange distribui aos melhores vendedores dos clientes está um tipo de cartão pré-pago. "Esse cartão pode ser vendido para pessoas físicas sem que sejam necessárias muitas adaptações", diz Capozzielli. "É uma nova frente de crescimento para a Orange".
Mais funcionários deverão ser premiados com participação na Orange. "Reservei 39% da empresa para essa finalidade", diz Capozzielli. "Quem vira sócio tem compromisso com o negócio e consigo mesmo - e não tanto com o chefe, o que é ótimo para dar resultados." Nos próximos meses, deve ficar pronto um estatuto com as regras para a distribuição de prêmios. "Cada área terá uma meta, e o total de ações recebidas será proporcional ao salário", diz Capozzielli.
Mesmo Miragaia poderá aumentar sua cota, de acordo com os resultados que entregar até o final do próximo ano.
(FONTE: Revista Exame PME - Junho de 2010) |