A “meritocracia” a caminho da legalidade! PDF Imprimir E-mail



04/02/2010

Salário é o que se paga pela prestação de determinado serviço, enquanto prêmio se dá sempre que alguém ultrapassa essa expectativa e vai além, entregando mais do que o esperado ou combinado. É justo tratar tudo da mesma forma?

 

Por Leandro Capozzielli*

Temos pela primeira vez na sociedade brasileira uma oportunidade real de legalizarmos a “meritocracia” – o sistema que recompensa ou promove pessoas com base em seu próprio merecimento. Depois de ser objeto de análise dos deputados federais, o PL 67046/2006, que discorre sobre a distribuição de prêmios por metas alcançadas, foi aprovado na Câmara Federal, e agora está no Senado.

Este projeto de lei pode modificar de forma substancial as relações de trabalho que hoje vigoram no mercado. Ele estabelece parâmetros legais, limites e forma segundo as quais as premiações por desempenho podem ser distribuídas, quando alcançadas as metas propostas nas campanhas de incentivo.

Embora ações de incentivo existam desde os primórdios das relações humanas e comerciais, no Brasil este tema simplesmente ficou fora de discussão até o presente momento. Isto significa que, na prática, não existem regras claras para ações que sejam feitas pelas empresas para incremento de resultados.

E não estamos falando apenas de vendas ou resultados financeiros; as campanhas podem ter aplicações para melhoria do ambiente de trabalho, diminuição dos acidentes, enfim ações que privilegiam em primeiro lugar – sem dúvida alguma! – não as empresas, mas sim as pessoas que as constituem, afinal esta é a matéria-prima da construção empresarial.

Atualmente, tudo que se faça ou se distribua em contrapartida de algo que supere o que se espera dos colaboradores é encarado como salário e passa a fazer parte dos cálculos futuros. Ora, salário é o que se paga pela prestação de determinado serviço, enquanto prêmio se dá sempre que alguém ultrapassa essa expectativa e vai além, entregando mais do que o esperado ou combinado. É justo tratar tudo da mesma forma?

Certamente não, e agora vemos a possibilidade de ter esta contrapartida clara e regulamentada. Temos certeza que a próxima casa que analisará este assunto dará um voto de confiança à capacidade do povo brasileiro de se reinventar e de ultrapassar seus próprios limites.

* Leandro Capozzielli é presidente da Orange Soluções Integradas e da Infiniti Incentive e diretor da Ampro – Associação de Marketing Promocional.

(FONTE: Mundo do Marketing)

 
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