A revanche do celular pós-pago PDF Imprimir E-mail

25/07/2008

Carolina Dall’Olio e Fabrício de Castro


Ritmo de crescimento de habilitações é maior do que o dos pré-pagos, segundo a Anatel

O ritmo de crescimento de venda e habilitação de celulares pós-pagos supera o de pré-pagos. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que 3.736 celulares pós-pagos são habilitados por dia no Estado de São Paulo.

Os aparelhos pré-pagos (para os quais o usuário tem de comprar créditos para fazer as ligações) ainda são maioria - surgem 9.186 novas linhas desse modelo todos os dias. Porém, no último ano, o número de pós-pagos (aqueles em que o cliente recebe a fatura no fim do mês) cresceu 47,85%, enquanto o pré-pago apresentou aumento de 42,86%.

Tarifas mais baratas e aparelhos de celular vendidos a preços mais baixos sempre foram os principais atrativos do pós-pago, mas esse modelo começou a ganhar mais força no início do ano passado, quando as operadoras lançaram os “planos econômicos”, que incorporam uma vantagem que antes era exclusiva dos pré-pagos: o controle sobre o valor da conta.
Em geral, o plano pós-pago prevê um número de minutos (ou um valor-limite) em que a tarifa tem um preço baixo. Esgotado esse teto, o valor cobrado por minuto fica mais alto, podendo ser até mais caro que o dos planos pré-pagos. Assim, quem excede o limite acaba pagando uma conta salgada.

Já nos “planos econômicos”, quando o usuário do pós-pago esgota os minutos previstos pelo plano, o celular é bloqueado. O aparelho só volta a fazer ligações se o consumidor comprar um cartão com créditos, assim como fazem os usuários do pré-pago. “Essa inovação trouxe para o plano pós-pago um cliente de renda intermediária”, declara Francisco de Oliveira, diretor regional da Claro São Paulo.

A supervisora Andréa Márcia de Sousa, de 30 anos, possui um celular pós-pago há três anos. Antes disso, utilizava uma linha pré-paga. “Mas não valia tanto a pena. Por causa dos planos disponíveis, preferi passar para um modelo pós-pago”, diz ela.

Antes de optar por um dos dois modelos, o consumidor deve analisar se o principal uso do celular será receber ou efetuar chamadas. “Para quem faz mais ligações, compensa aderir ao pós-pago”, indica Estela Guerrini, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Depois disso, é preciso calcular em média quanto pretende gastar por mês, para aderir a um plano compatível a essa despesa. “Na dúvida, opte por planos mais baratos e vá migrando para os mais caros se sentir necessidade”, sugere Estela.

O consumidor tem de ler atentamente as cláusulas do contrato de cada plano. “As promoções costumam ser muito sedutoras. Mas é preciso saber quais serão os valores das tarifas depois que o prazo promocional terminar”, diz Estela.

PRESTE ATENÇÃO AO ADERIR AO PÓS-PAGO

Para quem faz mais chamadas do que recebe, o pós-pago é melhor, pois tem tarifas mais baixas;

A mesma dica vale para quem quer usar internet no celular e para aqueles que viajam muito e têm de fazer e receber chamadas interurbanas;

 

Se você não sabe bem quanto vai gastar por mês, escolha um plano econômico (que bloqueia o celular se você exceder o limite);

Caso você perceba que o valor é baixo, será possível migrar para outro plano a qualquer momento;

Veja se o contrato traz uma cláusula de fidelização (que impede você de cancelar o serviço por um período determinado);
Se houver, exija descontos na compra de aparelhos ou outras vantagens;

No caso de promoções, verifique quais são os valores das tarifas depois que o prazo promocional se esgotar.

(Fonte: Jornal da Tarde – B8 – 25/07/2008)

 
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