Celular pré-pago cresce em tempos de crise (Mobile Marketing) PDF Imprimir E-mail

02/04/2009

Paulo Darcie


O mercado de celulares pré-pagos ignorou a crise internacional e aumentou em 4,19 milhões o número de linhas no Estado de São Paulo entre setembro do ano passado e fevereiro de 2009, período em que a turbulência econômica se intensificou. O crescimento foi 122% maior do que entre setembro de 2007 e fevereiro de 2008, quando 1,88 milhões de linhas pré-pagas foram ativadas.

A explicação, segundo especialistas, está na entrada da operadora Oi no Estado em outubro, além da maior penetração da telefonia móvel nas classes D e E.

Segundo o presidente da consultoria em Teleco, Eduardo Tude, a campanha agressiva da Oi jogou no mercado paulista 2,4 milhões de linhas entre outubro e fevereiro, aproximadamente o mesmo que as outras três operadoras juntas. “Sua proposta era a da segunda linha do usuário, e as promoções fortes”, afirma ele.

Estudo da Teleco mostra ainda que, depois da entrada da Oi no Estado, a participação dos pré-pagos subiu de 78,5% em setembro passado para 79,6% em fevereiro, quando o total chegou a 30,69 milhões de linhas. Por meio de nota, a operadora afirmou que procura atender todos os perfis de usuário, e que no final de 2008, 84% de seus clientes de telefonia móvel tinham planos pré-pagos. Visando o mesmo público, a TIM lançou o plano pré-pago Infinity, em que só o primeiro minuto entre telefones da operadora é cobrado.

O cenário de crise, segundo o diretor de consultoria da Ericsson, Caetano Notari, colaborou para o crescimento dos pré-pagos. “A telefonia móvel tem papel importante na procura por trabalho”, afirma. “Todos querem ser encontrados para uma entrevista, por exemplo”, diz.

Mesmo com tarifas mais caras, o pré-pago tem a seu favor a possibilidade de controle de gastos, justamente o que as classes D e E mais buscam. Segundo pesquisa da Ericsson, encomendada ao instituto Ipsos, 45% dos 700 entrevistados dessas classes têm um celular e 54% já usaram um. “Eles preferem o pré-pago. Muitos são profissionais liberais e não podem garantir que terão dinheiro para pagar a conta”, afirma Notari. “Por isso recorrem muito às mensagens de texto. O período de crise é difícil para a troca de aparelhos, mas chega a incrementar o uso do celular”, diz.

(Fonte: Jornal da Tarde – B1 – 02/04/2009)

 

 
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