2009, o ano do mobile marketing? PDF Imprimir E-mail

Abril de 2009

Opinião

"Vejo o mobile marketing ainda como um bebê, ensaiando seus primeiros passos..."
 
* Por Leandro Capozzielli

 
Se o que entendemos por mobile marketing for mais do que a realização de algumas ações pontuais para centenas ou milhares de pessoas, certamente ainda não será em 2009 que o mobile marketing se consolidará como uma ferramenta eficaz e sólida em nosso país.

E não será por falta de torcida minha. Quero muito que o mobile marketing cresça e aconteça, pelo simples motivo de que as empresas de nosso grupo têm todo o interesse no fortalecimento desse mercado.

Há razões de sobra para que eu acredite no potencial desse mercado. Em fevereiro de 2009 chegamos a 152 milhões de celulares no Brasil; com exceção dos televisores, presentes em 97% dos lares brasileiros, não existe nenhum outro produto que tenha uma abrangência tão grande e que por consequência gere tanto potencial – e, para melhorar, potencial dirigido.

Vejo o mobile marketing ainda como um bebê, ensaiando seus primeiros passos, construindo sua visão de abrangência, noção de espaço e usando para isso a tática do erro e acerto. Tenho visto ações pontuais, muita mídia e curiosidade sobre o tema, porém pouca efetividade como canal de comunicação.

Isso se deve em grande parte à seriedade com que as operadoras encaram a política de privacidade dos seus usuários, não permitindo que mensagens cheguem ao destinatário sem que este tenha dado o opt-in. Opt-in é a “expressão mágica” que diferencia o mobile do marketing digital e da internet. Este é o principal ingrediente para que o mobile venha a ser, no futuro, algo entre 3 a 5 anos, uma ferramenta altamente eficaz e capaz de receber parte significativa da verba dos anunciantes para este meio.

Temos ainda de levar em consideração que a maioria dos aparelhos celulares utilizados hoje em dia não tem capacidade tecnológica para receber mensagens em formatos mais modernos, como MMS – eles se resumem a receber e efetuar chamadas e SMS. Esse é um cenário que provavelmente será diferente daqui a poucos anos, já que a renovação do parque de celulares ocorre em média a cada 18 meses. Será uma mudança gradativa, que precisa ser acompanhada de perto para se ter uma ideia clara do real alcance das campanhas que serão criadas.

No momento em que houver essa transformação, o mercado como um todo ganhará com o novo modelo e todos terão benefícios. O primeiro a lucrar será certamente o usuário, pois terá uma série de vantagens para autorizar previamente o recebimento das mensagens. As agências e os anunciantes também terão ganhos, porque saberão com precisão com quem estão falando e se a mensagem realmente alcançou seu objetivo, através do cruzamento de dados; e nós, que trabalhamos como provedores de soluções e agentes dessa transformação, também, porque conseguiremos usufruir de um novo mercado, muito mais dinâmico e de retorno comprovado. Aí sim, poderei dizer com segurança que o ano do mobile marketing chegou ao Brasil para valer. 
 
* Leandro Capozzielli é presidente da Minucom (www.minucom.com.br) e da Orange Soluções Integradas (http://www.orangesolucoes.com.br)

(Fonte: Revista Marketing – Opinião – Abril de 2009)

 
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